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Demissão no condomínio: como agir nesse momento 26 de setembro de 2019

Demissão no condomínio: como agir nesse momento

Qual síndico, que possui colaboradores trabalhando em seu condomínio, nunca se deparou com condutas inadequadas?

As velhas escapadinhas se tornam práticas viciosas e prejudiciais para uma organização, em muitos casos o desligamento se faz necessário. Demissão no condomínio também é um tabu e poucos sabem como agir.

O fato que muitos ignoram é que o síndico também é um chefe. Apesar de difícil, a decisão de demitir pode surgir com falhas frequentes dos funcionários, opções mais eficientes para reposição, alívio do fluxo de caixa ou medidas importantes para melhorar a vida de moradores no condomínio.  

Quando decidido, a demissão no condomínio é um grande desafio. É preciso ter muita calma nessa hora, já que se trata de um profissional e diversos direitos trabalhistas envolvidos.

Quer saber como agir no momento da demissão no condomínio? Continue lendo nosso conteúdo e conheça algumas dicas importantes.

Analise o caixa do condomínio e faça os cálculos

Após constatar que a demissão no condomínio é realmente necessária, calcule bem. Lembre-se que o funcionário tem seus direitos e o condomínio possui obrigações financeiras e contábeis. 

Síndicos podem procurar a administradora ou contador. Assim, o processo é facilitado e você terá muito menos trabalho. 

Fique ciente de que os direitos a serem pagos envolvem a multa do FGTS, Indenização e Aviso Prévio. Todos os impostos e obrigações, você pode conferir neste artigo aqui

Pense como e quando avisar o funcionário

Início do horário de trabalho ou fim do expediente. Para empresas, esses momentos são os mais interessantes para que o desligamento seja comunicado. Com o condomínio, essa escolha pode ser reproduzida. 

Faça isso pessoalmente, esqueça as mensagens de WhatsApp ou telefone. Para esse momento, procure agir com calma, já que os ânimos podem se exaltar.

É interessante que o síndico esteja acompanhado para fazer a demissão, pode ser algum conselheiro, subsíndico, administradora ou outra testemunha.

Justifique a demissão no condomínio

Pense no que dizer e o motivo pelo qual a demissão ocorreu, é o mais justo a ser feito. Dessa forma, o funcionário poderá entender quais são os motivos e melhorar em seu próximo emprego para que não ocorra novamente.

Assim, você evita interpretações equivocadas, como o preconceito. O motivo precisa ser bem explicado e aí haverá clareza por ambas as partes. Uma boa dose de bom-senso é bem-vinda. 

Atenção para as novas regras trabalhistas

Outro ponto importante em casos de demissão no condomínio é ficar atento para as novas regras trabalhistas. Com a Reforma Trabalhista, a relação de trabalho mudou e algumas mudanças ocorrem em condomínios. 

Entre as mudanças estão o tempo do pagamento da rescisão, que passa a ser de até 10 dias, homologação com o sindicato e novidades com ações trabalhistas. Você pode ver tudo o que mudou nessa reportagem

Como é algo relativamente novo, cada caso é um caso. Para evitar problemas jurídicos, procure um especialista para ter certeza das suas obrigações legais enquanto representante do condomínio. 

Momento de agir com responsabilidade

Como sabemos, demissão no condomínio não é um assunto fácil. A rotina dos moradores e do trabalhador desligado são afetadas diretamente, por isso, é preciso ter muito cuidado e agir com muita cautela. 

Reflita bem sobre a decisão e preveja o impacto no dia a dia de todos os moradores.

Esperamos que aproveite nossas dicas para agir da melhor maneira possível nessa situação. 

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