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Você está em: Principal » Blog » Geral » Lei do Inquilinato atualizada: veja o que mudou

Lei do Inquilinato atualizada: veja o que mudou

  • por João Filho
  • 03/12/2025
  • 03/12/2025
  • 6 mins leitura
Lei do inquilinato atualizada 2026

Sumário

A Lei do Inquilinato tem se tornado pauta recentemente por conta das mudanças no comportamento dos moradores, ajustes no mercado imobiliário e novas interpretações jurídicas que influenciam como síndicos, proprietários e administradoras aplicam as regras de locação. 

Com o crescimento da locação digital, a necessidade de transparência aumentou e a dúvida mais comum retorna com força: quem paga despesas, reformas, rateio e fundo de reserva?

A legislação central continua sendo a Lei nº 8.245/1991, porém sua aplicação prática mudou, especialmente quando envolve despesas ordinárias e extraordinárias, manutenção e melhorias, revisões contratuais e responsabilidades financeiras.

Neste conteúdo que o blog da Porter preparou, você confere todos os detalhes sobre as atualizações na Lei do Inquilinato!

O que é a Lei do Inquilinato?

A Lei do Inquilinato regula contratos de aluguel, definindo responsabilidades de inquilinos e proprietários sobre despesas ordinárias e extraordinárias, obras, manutenção, garantias e regras de convivência, conforme a Lei nº 8.245/1991 e interpretações recentes dos tribunais.

O que mudou na Lei do Inquilinato recentemente

A Lei do Inquilinato não teve uma alteração textual ampla, mas quatro mudanças práticas passaram a impactar profundamente a vida em condomínio.

1. Reajustes mais previsíveis

Após anos de instabilidade do IGP-M, o mercado consolidou o IPCA como índice padrão. Contratos novos preferem previsibilidade, e proprietários priorizam modelos mais estáveis diante da reforma tributária de 2026.

2. Digitalização das comunicações

Aplicativos de gestão condominial, e-mails e portais passaram a ter validade reforçada para notificações. Para administradoras e síndicos que usam o Aplicativo Porter, isso garante rastreabilidade de avisos, autorizações e ocorrências.

Veja como o app funciona na prática:

YouTube video

3. Mais clareza sobre despesas ordinárias e extraordinárias

Decisões recentes reforçaram a separação:

  • Despesas ordinárias → inquilino
  • Despesas extraordinárias → proprietário
  • Fundo de reserva → proprietário, salvo cláusula específica no contrato

4. Garantias mais modernas

O seguro fiança cresceu como solução porque reduz conflitos e acelera aprovações de cadastro.

Resumo rápido: quem paga o quê

Inquilino paga:

  • Despesas ordinárias;
  • Limpeza das áreas comuns;
  • Consumo de água, gás e energia individual;
  • Manutenção preventiva do imóvel;
  • Pequenos reparos.

Proprietário paga:

  • Despesas extraordinárias;
  • Obras estruturais e melhorias;
  • Fundo de reserva;
  • Troca de equipamentos permanentes;
  • Reformas impostas por decisão da assembleia.

Essa separação aparece na Lei do Inquilinato atualizada e em decisões do STJ.

Base legal da Lei do Inquilinato atualizada

A Lei nº 8.245/1991 permanece como o marco regulatório, especialmente nos artigos:

  • Art. 22: responsabilidades do locador;
  • Art. 23: deveres do locatário;
  • Art. 25: garantias;
  • Art. 33: obras e benfeitorias.

Os tribunais reforçaram que despesas extraordinárias como modernização, pintura geral, troca de elevadores e implantação de sistemas de segurança são obrigação do proprietário.

Exemplos práticos de aplicação em 2026

Para facilitar a rotina do síndico e da administradora, veja situações reais:

  • Troca do motor do elevador: proprietário
  • Manutenção mensal do elevador: inquilino
  • Implantação de câmeras novas: proprietário
  • Troca de lâmpadas das áreas comuns: inquilino
  • Obra para reforço estrutural: proprietário
  • Reparos pequenos no apartamento: inquilino
  • Pintura de fachada: proprietário

Lista extra: situações que mais geram conflitos

  • Fundo de reserva pago pelo inquilino sem cláusula contratual;
  • Reformas internas sem autorização;
  • Rateios após saída do inquilino;
  • Benfeitorias úteis vs. necessárias;
  • Melhorias que valorizam o imóvel.

Como registrar despesas e rateios no condomínio

A Lei do Inquilinato atualizada obriga síndicos e administradoras a separar corretamente as despesas.

O ideal é organizar os boletos da seguinte forma:

Despesas ordinárias (inquilino):

  • Limpeza;
  • Salários e encargos;
  • Manutenção preventiva;
  • Contratos recorrentes;
  • Consumo coletivo.

Despesas extraordinárias (proprietário):

  • Obras;
  • Reformas estruturais;
  • Modernização;
  • Aquisição de equipamentos;
  • Cobertura de danos estruturais.

Relatórios digitais no Aplicativo Porter permitem registrar:

  • Entradas e saídas de prestadores;
  • Ocorrências;
  • Fotos de obras;
  • Comprovantes de pagamento;
  • Histórico de manutenções.

Como resolver disputas entre inquilino e proprietário

Para evitar problemas jurídicos:

1. Use o contrato como guia

A Lei do Inquilinato permite acordos específicos desde que estejam por escrito.

2. Documente tudo

Registros pelo aplicativo evitam dúvidas e fortalecem a segurança jurídica.

3. Comunique com antecedência

Obras, manutenções e rateios devem ser informados claramente.

4. Envie relatórios ao locador

Administradoras que usam a Porter conseguem gerar evidências de uso, acessos e eventos.

5. Evite decisões verbais

O que não está registrado não existe para fins legais.

Leia também: O que é condômino: diferença de morador, inquilino e proprietário

Conclusão: como aplicar a Lei do Inquilinato atualizada sem erro

A Lei do Inquilinato atualizada continua sendo essencial para organizar responsabilidades e evitar conflitos entre moradores e proprietários. Com regras claras sobre despesas ordinárias e extraordinárias, manutenção e melhorias, síndicos ganham previsibilidade e proteção jurídica.

Ferramentas digitais como Portaria Remota, Aplicativo Porter e Porter Entregas complementam essa segurança com rastreamento, registros e comunicação centralizada.

Simplifique sua gestão condominial com tecnologia, controle e transparência.
Conheça as soluções integradas da Porter e leve mais segurança para seu condomínio!

FAQ

O inquilino deve pagar despesas extraordinárias?

Não. A Lei do Inquilinato atualizada determina que despesas extraordinárias, como obras estruturais, melhorias e modernizações, pertencem ao proprietário.

Quem paga o fundo de reserva?

O proprietário, a menos que o contrato traga cláusula explícita transferindo essa responsabilidade.

Se o inquilino sair antes do rateio, ele paga?

Depende: se a despesa ocorreu durante sua permanência, ele responde pela parte proporcional.

Proprietário inadimplente prejudica o inquilino?

O condomínio pode restringir serviços não essenciais, mas não pode impedir o uso do imóvel. A cobrança sempre recai sobre o proprietário.

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