As responsabilidades do síndico vão muito além da administração básica do condomínio. A função envolve obrigatoriedades legais claras, definidas pelo Código Civil, e expõe o síndico a riscos jurídicos quando essas obrigações não são cumpridas corretamente.
Com o aumento da complexidade da gestão condominial, entender quais são as responsabilidades do síndico, o que a lei exige e quais limites devem ser respeitados se tornou essencial para exercer o cargo com segurança, transparência e respaldo legal.
A seguir, acompanhe o conteúdo que o blog da Porter preparou para você e saiba mais sobre esse assunto!
Quais são as responsabilidades do síndico?
As responsabilidades do síndico incluem representar legalmente o condomínio, cumprir e fazer cumprir a convenção e o regimento interno, zelar pela manutenção das áreas comuns, administrar as finanças, convocar assembleias e garantir a segurança e o bom funcionamento do condomínio, conforme o art. 1.348 do Código Civil.
O que o Código Civil determina sobre as responsabilidades do síndico?
O Código Civil Brasileiro, no artigo 1.348, estabelece de forma objetiva as obrigações legais do síndico. Esse artigo funciona como a principal base jurídica para avaliar a atuação do gestor condominial.
Entre os principais deveres previstos em lei, estão:
- Representar o condomínio ativa e passivamente, em juízo ou fora dele;
- Cumprir e fazer cumprir a convenção, o regimento interno e as decisões de assembleia;
- Zelar pela conservação das áreas comuns e pela prestação dos serviços que interessam aos moradores;
Elaborar o orçamento anual e prestar contas à assembleia; - Cobrar dos condôminos as contribuições aprovadas;
- Convocar assembleias ordinárias e extraordinárias quando necessário.
Essas responsabilidades do síndico não são opcionais. O descumprimento pode gerar responsabilização civil e, em alguns casos, até criminal, dependendo da gravidade da omissão ou do ato praticado.
Deveres do síndico na gestão condominial do dia a dia
Além do que está descrito formalmente no Código Civil, a gestão condominial exige atenção constante a rotinas operacionais e administrativas. Na prática, os deveres do síndico incluem:
- Acompanhar contratos de prestadores de serviço;
- Garantir o cumprimento das normas de segurança;
- Supervisionar funcionários e terceirizados;
- Manter a documentação do condomínio organizada e atualizada;
- Atuar de forma preventiva para evitar conflitos e riscos.
Mesmo quando essas tarefas são delegadas a administradoras ou fornecedores, a responsabilidade final continua sendo do síndico, que deve acompanhar, fiscalizar e validar as decisões tomadas.
Para tornar essa gestão mais eficiente, o Aplicativo Porter é uma solução perfeita. Por meio dele, síndicos podem ter controle de acesso e registro digital integrados, agendamentos e muito mais.
Veja abaixo como funciona:
O que não é responsabilidade do síndico?
Um erro comum na gestão é acreditar que o síndico responde por tudo que acontece no condomínio. A legislação estabelece limites claros.
Não são responsabilidades do síndico:
- Resolver conflitos exclusivamente pessoais entre moradores;
- Assumir obrigações financeiras não aprovadas em assembleia;
- Executar serviços técnicos para os quais não possui qualificação;
- Responder por atos individuais de moradores fora das áreas comuns;
- Tomar decisões que dependem de deliberação coletiva.
Compreender esses limites protege o síndico de cobranças indevidas e reduz riscos jurídicos desnecessários.
Obrigações legais do síndico e responsabilidade civil
Quando o síndico descumpre suas obrigações legais, pode ser responsabilizado civilmente por prejuízos causados ao condomínio. Isso ocorre, por exemplo, em casos de:
- Negligência na manutenção que resulte em acidentes;
- Falhas graves na gestão financeira;
- Omissão diante de riscos conhecidos;
- Descumprimento deliberado da convenção ou da lei.
A responsabilização depende da comprovação de culpa ou dolo, mas a exposição existe. Por isso, conhecer profundamente as responsabilidades do síndico é uma forma de proteção jurídica.
Como evitar riscos no exercício do cargo de síndico

A boa notícia é que grande parte dos riscos pode ser evitada com organização, transparência e uso de ferramentas adequadas. Algumas boas práticas incluem:
- Registrar todas as decisões e aprovações em ata;
- Manter prestação de contas clara e periódica;
- Utilizar tecnologia para controle de acessos, registros e comunicação;
- Contar com apoio jurídico e administrativo quando necessário;
- Seguir rigorosamente o que está previsto no Código Civil e na convenção.
Soluções digitais de gestão condominial ajudam o síndico a documentar processos, acompanhar rotinas e reduzir falhas humanas, fortalecendo a segurança jurídica da administração.
Conclusão
As responsabilidades do síndico são bem definidas pelo Código Civil e exigem preparo, organização e atenção constante. O cargo envolve representação legal, gestão financeira, manutenção, segurança e cumprimento de normas, sempre com respaldo coletivo e jurídico.
Quanto mais estruturada for a gestão, menores são os riscos de erros, conflitos e responsabilizações. Investir em processos claros e tecnologia é uma forma inteligente de proteger o síndico e o condomínio.
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FAQ
O síndico pode delegar suas responsabilidades?
O síndico pode delegar tarefas operacionais, mas não a responsabilidade legal. Mesmo com administradora ou prestadores de serviço, a obrigação final de fiscalização e decisão permanece com o síndico.
O síndico pode ser responsabilizado por erros da administradora?
Sim. Se houver omissão na fiscalização ou concordância com práticas irregulares, o síndico pode responder solidariamente pelos prejuízos causados ao condomínio.
A assembleia pode retirar responsabilidades do síndico?
Não. A assembleia pode definir limites operacionais, mas não pode afastar obrigações legais previstas no Código Civil.
O síndico responde pessoalmente por dívidas do condomínio?
Não, desde que atue dentro da lei e sem má-fé. A responsabilidade pessoal surge apenas em casos de dolo, fraude ou negligência comprovada.
